Deus quer que sejamos 'santos inteligentes', diz o papa Francisco

Por ainda sofrer as consequências de um resfriado que o impede de respirar normalmente, o papa Francisco, como nas últimas audiências, não leu o texto.

 

Continuando o seu ciclo de catequeses sobre as virtudes, Francisco recordou que a prudência, juntamente com a justiça, a fortaleza e a temperança, são as chamadas virtudes cardeais.

 

A prudência, continuou ele, não é uma virtude “da pessoa medrosa” e que não significa apenas cautela.

 

“Conceder o primado à prudência significa que a ação do homem está nas mãos da sua inteligência e liberdade”, disse.

 

Segundo o papa, “a pessoa prudente é criativa: raciocina, avalia, procura compreender a complexidade da realidade, sem se deixar vencer pelas emoções, pela preguiça, pelas pressões das ilusões”.

 

“Num mundo dominado pelas aparências, pelos pensamentos superficiais, pela banalidade, tanto do bem como do mal, a antiga lição da prudência merece ser recuperada”, continuou.

 

Francisco disse que esta virtude é também “capacidade de governar as ações a fim de as orientar para o bem” e garantiu que “prudente é quem sabe escolher”.

 

“Quem é prudente não escolhe por acaso: em primeiro lugar, sabe o que quer, depois reflete sobre as situações, deixa-se aconselhar e, com visão ampla e liberdade interior, escolhe o caminho a seguir”.

 

Ele ressaltou, porém, que quem é prudente também pode cometer erros, embora “evitará grandes disparates”.

 

Para o papa Francisco, essa virtude também é "a qualidade de quem é chamado a governar: sabe que administrar é difícil, que há muitos pontos de vista e é preciso procurar harmonizá-los, que não se deve fazer o bem de alguns, mas de todos".

 

“A prudência ensina também que, como se costuma dizer, ‘o ótimo é inimigo do bem’”, acrescentou.

 

Por isso esclareceu que “o excesso de zelo em certas situações, pode provocar desastres: pode arruinar uma construção que teria exigido gradualismo; pode gerar conflitos e mal-entendidos; pode até desencadear a violência”.

 

Segundo Francisco, “a pessoa prudente sabe guardar a memória do passado, não porque tenha medo do futuro, mas porque sabe que a tradição é uma herança de sabedoria”.

 

O papa recordou que muitas passagens do Evangelho ajudam a educar a prudência e que “a pessoa prudente é também previdente” e que “uma vez decidida a meta a atingir, há que procurar todos os meios para a alcançar”.

 

Fonte: acidigital

 
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